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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

LUNA

Lua, nua,
branca e caudalosa,
invadia meu quarto, meu sonho, 
conduzia-me, enlouquecia-me.

Virei loba, uivei
e fui à caça.
Perverti-me, 
enchi-me de luz
e enchentes.

Alguma coisa
movia-se em mim
como ondas, 
penetrava-me,
rebentava-me.

Luar prata
invadia os olhos e o coração.
Glóbulo branco
que impulsionava 
o pulso.

O impulso
de sair
de libertar-se
de experimentar
a noite clara...

Alva, alma,
clarão que lambia-me.
Fogo branco brando
que prateava minha 
pele feito escamas.

Eu, prata, lua,
sereia fora d'água,
molhada, úmida,
à procura de um náufrago
para seduzir.

O luar energizava-me,
sacudia-me
e balançando o rabo
de deusa-peixe-mulher,
enfeitiçava-o.


Bia Crispim

Um comentário:

  1. Huuum tudo isto inspirado pela proximidade que a lua se encontra da terra?

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