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sábado, 5 de novembro de 2011

PALAVRAS

Li
A palavra
Palavras
Apalavradas

Lápis escreveu
Debruçou-se
E o branco ganhou
Linhas paralelas
Agrupadas, separadas
Divididas e juntas

Apareceu a imagem
O som
E lá, do papel brotou
Uma flor
Uma dor
Uma quantidade infinda de sentidos
De coisas
De formas

O lápis
Sem parar
Cultivou
Converteu-se em palavra


Palavras
Ganharam vida
Volume e função
Juntaram-se
Repeliram-se
Formaram-se
E revelaram
Que havia um mundo
Dois, três... milhões
Feito milharal
Negócio imenso
Verde
Brotando
O papel
O lápis
A palavra!

E pularam todas
Do branco pra boca
Oca, encheu-se
De som
De sentido

A boca, papel
Riscou-se de língua
E o barulho me disse
Uma coisa, muita coisa
Tanta coisa...

O lápis e a boca
Não pararam mais
Transbordaram
Palavras, ideias
Conceitos
Sentimentos
Sonhos e realidades

Perderam sentidos
Ganharam outros
Multiplicaram-se
Separaram e uniram
Elas, os outros, nós
As palavras
Encheram
Inundaram o mundo

E tomaram consciência
Da ciência
Do poder
E do amor
Ficaram más
Ou boníssimas

Li-as
As palavras...
Viraram armas!
E bandeiras de paz!
E tudo se apalavrou.

Bia Crispim

7 comentários:

  1. Belas palavras e lindo Blog. Amei!!!
    Beijos!!!!!!

    Passa no meu: http://caninga.blogspot.com

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  2. Verei o seu, sim, amigo... E que bom que os versos te derpertam adoração, Maria Luisa.

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  3. Mais um espaço que privilegia a construção, em detrimento a outros blogs que se preocupam apenas em fazer fofocas e denegrir a imagem dos outros. Parabéns, Tobias, é para isso que as ferramentas sociais devem existir: propagar sensações, cultura, conhecimento. Um abraço!

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  4. Obrigada, querido amigo... Fico lisonjeada com sua visita e pelos seus parabéns...

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  5. Incrível ! a gente viaja nesse tipo de poeema *-*

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  6. Obrigada, Carol... Postarei muito mais coisas esses dias...

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