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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

PRIMEIRA PALAVRA - Um outro SIM!

Este texto foi o primeiro que escrevi para o blog. Porém achava que o tinha perdido... Lembram-se que não sei lidar bem com a tecnologia?
Pois bem... Consegui recuperá-lo... 
Ele deu origem ao texto SIM!, publicado em Outubro de 2011.
Mas é diferente... É um outro SIM, pai do SIM de Outubro... Então, como ele é o patriarca, não poderia ficar de fora do blog... 
Seu título original era PRIMEIRA PALAVRA... Porém, agora, rebatizei-o de PRIMEIRA PALAVRA - Um outro SIM! 
Leia-o como um intertexto. Eu me parafraseei... Fiz intertextualidade com minha própria criação... Espero que desfrutem de ambos...
Então, vamos ao texto...

Sim! Esta é a primeira de todas as palavras. Pra começar permitindo, permitindo-se, permitindo-me. 
Sim! Palavra primeira que concede, que abre, que indica que é certo, que tá na hora, que quero você para o resto da vida. 
Sim! Que deixa os vampiros adentrarem em sua casa e beberem seu sangue, por que assim foi concedido. 
Sim! Para todos e cada "não" que ouvimos diariamente em quaisquer circunstâncias da vida. 
Sim! Para a vida, para o amor, para o sexo, para o barzinho em fim de dia. 
Sim! Para o cinema, para o papo com os amigos, para o violão à luz da lua. 
Sim! Para o carinho, para o bom dia,  para o raio de sol ou de luar. 
Sim! Para a noite e para o dia, para os sonhos, bons sonhos e para o sono (junto ou separado).
Sim! Para estar esparramado na cama, como se ela  (a cama) fosse seu mundo e nela realizar todos os seus desejos.
Sim! Para voltar a ser criança, fazendo coisas de criança... 
Sim! Sim! Sim! Porque sou otimista, pro-ativa. 
Sim! Também por que me permito ser triste ou melancólica ou nostálgica ou pessimista... 
Sim! Para as coisas que machucam e ensinam e fazem crescer. 
Sim! Para o começo e para o fim, para o choro e para o sorriso, para a raiva e para a dor. 
Sim! Para tudo o que a vida nos reserva e que só descobrimos o sabor, os sabores, quando permitirmos que ela nos invada e nos sacuda, e nos conduza e nos faça... 
Sim! Para os  seres que somos, para nossa existência, para o que pensamos e falamos... 
Sim! Para os nossos erros e acertos. Porque só dizendo Sim!, é que nos tornamos verdadeiramente humanos.


Bia Crispim

2 comentários:

  1. "Sim! Também por que me permito ser triste ou melancólica ou nostálgica ou pessimista..."

    Qualquer dia peço permissão pra botar uma das suas produções no meu blog. Meus textos dos outros II

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