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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

SÓ O AMOR NÃO BASTA?

O amor é um sentimento tão sublime e lindo, porém tão deturpado. Faz tempo que amor virou sexo e banalizou-se.
As pessoas, de um modo geral, perderam o amor e sua essência: doação. Não se amam como outrora.
Fico chocada com a reação dos transeuntes que me pegam em atos de amor explícitos nas ruas das cidades por onde ando, em plena luz do dia.
Como assim?! Você deve estar se perguntando. Peraí que eu explicarei...
Sou pegajosa e amo demais, intensamente, profundamente. Tenho muitos, muitos amigos e adoro sentir a pele, o cheiro, o calor de seus corpos. Não fazemos sexo na rua - como talvez você tivesse pensado - fazemos amor. E isso choca!
Não nos envergonhamos de andar de mãos dadas, de nos beijarmos e abraçarmos, de ficarmos trocando carinho e sorrisos. Somos felizes e ficamos ainda mais quando nos encontramos.
A maioria das pessoas não entendem. Porque troca de carinho significa sexo. (Maus amores!, o mundo aprendeu a viver de maus amores. ) E quando encontram amor gratuito, sem segundas ou terceiras intenções, estranham.
Carinho virou bolinação... (Risos) - Eu e meus amigos tiramos a maior onda com isso, eu peço a eles pra me "bolinarem"... E eles me "bolinam"...
Outro dia estive em um lugar lindo com mais três amigos para desfrutarmos da natureza e sua exuberância, para saborearmos um bom peixe frito acompanhado de uma cachacinha. ( Devo salientar que eram três belos espécimes do gênero masculino quem me acompanhavam).
Biquines prontos, começamos a nos acariciar, passávamos protetor solar um no outro. Fomos pra água e lá, fizemos joguinhos aquáticos, de vez em quando era uma gargalhada, um abraço, depois outro, um beijinho num, depois no outro, e outro abraço, e mais beijinhos trocados, e outras gargalhadas... 
Enquanto isso... quem nos observava via um espetáculo pornô: "Estavam fazendo pegação dentro d'água" - disseram (porque nessas situações, nunca se sabe quem disse, não é mesmo?!)
Há quem, pudicamente, diga que "aquilo" não era necessário!
Só que "aquilo", era amor, é amor. E para nós, amor é fundamental. Amor, para mim e para meus amigos, verdadeiros amigos, basta!


Bia Crispim

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