Quem sou eu?

Minha foto
Descubra-me depois que adentrar na minha poética.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

"UM ABACATE CAIU NO MEU QUINTAL"

Eu e um velho amigo, Matheus, iniciamos uma experiência de há muito... De sermos amigos... Em nosso último contato, resolvemos produzir em parceria... Nova experiência, agora literária. Impulsionados por um mestre de outrora, iniciamos nossa processo. E baseado em uma cena narrada, de um abacate que caiu no quintal, este e o texto de Matheus surgiram...

 
Uma coisa verde, brotando, germinou em mim. Cresceu de forma arrebatadora e enorme. Se instalou no meu ser. Era vida, epifania, que enche o vazio e o nada do que existia, feito abacate... caroço grande e muita polpa para encher o "bucho". 
Uma simbiose de menino e fruta cresceu e alimentou-me. A mim e aos meus. Alimentou até Matheus, tão cheio de si e de Maddona. (Risos - a memória é um filme.)
E alimentados, crescemos, desenvolvemos e começamos a cuidar e nutrir também...
As descobertas da vida tornaram-se simples, depois disso, como abacates que caem no quintal. 
As coisas todas, as pessoas todas, se entrelaçam. Somos simbiose. Eu, ele e você, tudo. Misturamo-nos, repartimo-nos, um dia somos alimento, outro predador.
Antropofagia... somos pó, somos seiva, somos átomo, carbono... vivos e mortos, físicos ou metafísicos... Somos.
E lá me vem a ideia do abacate de novo... a casca, a polpa, o caroço e o que tem dentro... Vida! Abacate, útero, é o que somos.
Belém, Brasília, Currais... é tudo um canto só. Ecos de um mesmo ser. Ecos de nós todos.
Harmoniosamente coexistem, como  partes de uma fruta, verde, vida, esperança de continuidade, de legado.
Precisa ser mãe não, precisa ser fruta não. Para ver o porvir, basta ensinar/aprender e ver os frutos lá... caírem, maduros e prontos para iniciar um novo ciclo.

Bia Crispim

Nenhum comentário:

Postar um comentário