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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

ZHUMAR

Ao meu primeiro grande mestre das metáforas.


Zabeleza...
Palavra zunindo
No falar, 
No cantar.

Zombei da calça e do suspensório
Depois quis usá-los.

Gato em teto de zinco
Faz zoada
Você faz mais!

E da irreverência
E da metáfora
Dos zeugmas da língua
Despertou o prazer
De usá-la
De abusá-la
De se lambuzar com a língua.

Do mar
Do sol de rachar
Zabeleza zuniu nos meus ouvidos
Zuniu...
Som antigo que me desorientou
Que me conduziu.

E a última letra
Se fez primeira
Primeiro impulso
Zaz, zaz-traz, xazã
Não sei que palavra mágica foi
Mas foi Djavan.

E o amor e o laço
E o lobo e a matilha...
Zoei por não entender
Zangou-se, fez-se pilha.

Mas mesmo arrasado
Ziguezagueou palavras
Introduziu-as na minha cabeça
(Ou coração?!)
E com um zíper, trancou-as em mim.

Bia Crispim

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