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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

GOTAS DE ACONCHEGO

Cheiro de terra
De água e terra
Lama
Vida do Sertão

A jurema sentiu o cheiro
Enverdeceu-se
E o frio cortou o vento
À boca da noite

Cheiro de mato molhado
De sertão em flor
Esperança úmida
Transparente
Incontida

Pingos, respingos
Sensação de banho
De limpeza
De renovação

Do cinza do céu
O sol se esconde
Esfriou-se?
Apagou-se?
Intimidou-se!

E o vento soprou
Bateu água em tudo
Na cara
Na alma

O mundo estava regado
O quente, aplacado
O chão, ensopado
O coração, feliz

Hoje dormirei escutando os pingos
Os rumores da água
Seus segredos tão escorregadios

Sonharei com mar
Com cachoeira
Embaixo da bica num dia de sol!

E me sentirei aconchegada
Quando despertar aquecida
Em seus braços.


Bia Crispim

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