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segunda-feira, 16 de abril de 2012

ANINHAMENTO SUBVERSIVO

A Vannila Vogue, pelo brilhante conceito de "aninhamento subversivo"


Aninhamento - palavra que desperta a minha mais profunda vontade de estar perto, de prolongar-me no outro, de fazer parte dele, de lhe/me dar continuidade e estendermo-nos em contínuos momentos de colisão.
Ninho - do entrelaçado, da tessitura, do emaranhado. 
Conexão desconexa de pernas, pelos, braços, saliva e suor, membros, partes, labirinto de gente que não finda. Completude e brechas. Preenchimento e espaço. Lugar de calor, por onde a vida eclode.
Aninhar-me em todos, em mim, nos meus pensamentos e desejos e nos de quem os tiver.
Vontade, desejo de partir-me e unir-me, de sair da casca do ovo, mas não abandonar o calor das asas.
Aninhamento de ninho.
Ninho é família.
Ninho são amigos.
Ninho somos nós dois ou três ou quantos couber.
Ninho é união, aconchego, descanso.
Aninhamento é ninho.
É palavra subversiva. De amplitude semântica, de várias faces, de várias imagens. 
Vejo todas elas. Sinto todos os que já se aninharam outrora. Muitos.
Gosto, preciso, amo!
É parte de mim: o ninho, o aninhamento e a subversividade.
Cotidiano - estar perto, colada, tocando, beijando, afagando, olhando profunda e fixamente através dos olhos para atingir a alma alheia.
Encaixe entre o que sou, o que me pertence aos mundos que não são meus.
Aninhar é permitir-me descobrir, entregar-me, ser descoberta e avessada.
É sentir o universo invadir-me para que me sinta parte dele.
Bicho sem asas - prefiro o ninho.
Acolhedor, amoroso, lugar perfeito para se grudar e se fazer um.
Bola de vida pulsante que palpita sangue, amor, companheirismo, volúpia, presença, apoio, amizade, sensação de único, pleno e completo.
Aninhamento - palavra que desperta a minha mais profunda vontade de nunca precisar sentir-me só.


Bia Crispim

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