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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

UNI(R)VERSO

fluxo refluxo lusco-fusco de luz se metendo se mesclando se mexendo se movendo amanhecendo na troca de cor corrida comprida coronária  coração pulsação vibração agitação de gente de lente de pente de repente despertar acordar levantar ar da manhã e andar a claridade clareza claramanhã clandestina clama o dia que um dia há de vir vem com o vento vontade varrendo noite noturna escuridão natural visceral sexual que encobre que esconde que escorre entre corpos entre coxas entre bocas entre poros entre pernas gozar o gozo do escuroclaro do clarescuro é viver dia-a-dia hora-a-hora minuto-a-minuto segundo-a-segundo relógio tempo passa atravessa repassa a pressa do dia que já é noite que já é dia que já é ciclo círculo circulador redoma redonda que se faz que se quebra num sopro num ato num átimo num piscar de olhos e bocas e pulso e latejo e lampejo de vida que vive e morre que morre e vive que é morte diária registrada no diário na página na folha na placa na lápide imaginária do tempo que se desfaz e se faz e se inventa e se alimente de homem menino cachorro e planta quando vira mortevida em que um vira o outro noutro dia sempre um dia todo dia é mais um dia correia que corre que move máquinatempo máquinavida maquinalmente construída de dia e de noite de noitedia e dianoite e noitedia e dianoite interminável inabalável indecifrável enigma mistério oráculo do que não se sabe e já se sabe pois já houve e só se repete só se repete só se repete só se recicla só se renova só se ré de ré voltar de ré repetir de ré não se vai pois nada volta só vaievolta e vemevai e voltaevai e vaievem pêndulo tempo vida é o que há é o que houve e haverá.

Bia Crispim

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