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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

DOCE CANAVIAL

A meu grande irmão, Damião Vieira

Da terra preta brotou a raça,
Da Negra pele, um canavial,
Cana, açúcar, senzala e praça,
Conceição e reza pro homem mal.

Menino mirim das terras de Oxalá,

Do seu suor, a força laboral,
O doce melado pra forte-ficar,
Palácio Antunes, monumental.

Negra história se formara,

Na cabeça do menino-homem, 
Memória grande, tão clara,
Avivando, Madalena, o ontem.

"Oitizeiro", canto de lembrança,

Barões e escravos, antigos fatos, 
Hoje prosperidade e esperança, 
Negro, dono de si e de seus atos.


Bia Crispim



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