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terça-feira, 4 de setembro de 2012

HÁ DIAS NEGROS


Há dias em que o dia não faz sentido... 
Só a escuridão parece clarear e esquentar nossos pensamentos e angústias. Sinto tristeza e fome... Desconsolo e carência... 
Falta de... 
Não sei!
Apesar de ter recebi quatro EU-TE-AMOS, de homens diferentes,  por meios diferentes, de  relações diferentes e em circunstâncias diferentes ... Tudo continuou igual.
TE AMO UM TANTÃO ASSIM, disse-me o primeiro. 
Como reforço de amor e amizade involuntários, que brota de momentos em que a mente nos joga um sorriso no rosto e uma saudade no coração;
AMO VOCÊ DEMAIS, MINHA DEUSA... Desabafo e elogio sincero de quem fez pra mim um templo e um altar. E ainda o faz.
AMO VC - Linguagem moderna de quem me ama virtualmente e mesmo com meus defeitos não conhecidos ainda insiste em dizê-lo.
TE AMO, LEMBRE-SE DISSO, disse aquele que me fez Aphrodite em seus poemas e que me tem como sua.
Mas nenhum dos AMORES me pareceu quente, nenhum afastou as sombras, nenhum me fez tremer e me jogar num abismo de EMOÇÕES sem fim. Nenhum iluminou meu ser como um sol. 
O carro de Apolo não me transportou das nuvens negras que me cercavam, que me cercam hoje.
(Nix, Calígena, deusas presentes.)
É. Há dias negros. 
Tão escuros que os EU-TE-AMOS perdem-se no enigma da ausência da LUZ. 
Olhos cegos tornam os ouvidos surdos e o coração inerte.
Sinto compaixão de mim mesma. 
Dia sem sentido, sem VIDA... Dia escuro e brumoso. 
Em que os poetas mais lúgubres, mais pessimistas, mais intimistas me chamam para o clã.
Aceitam-me para ser parte dos obscuros, dos Byronianos, dos Anjos e dos Azevedos. 
Chamam-me para o banquete Romântico-Simbolista que se apodera de mim.
E o que eu só queria era o CALOR, a chama, o EU-TE-AMO que me enferveceria, que me seria combustível, que me afoguearia as carnes por dentro e por fora e me mostraria o brilho de estar e me sentir VIVA, bem viva. Feito Phênix renovada!
Luz que faria do dia, um SOL; dos negros pensamentos, dias de PRIMAVERA; do que me corroe, em combustão imensa e intensa de SENTIMENTOS.
Há dias negros, sim senhor! Há dias muito negros, sim senhora!
E eis que hoje é um destes!
Estou só, estou no escuro, estou náufraga e isolada. 
Perdi-me em mim mesma e não encontro a saída. 
Tenho medo que meus MEDOS me devorem. Mas preciso enfrentá-los. 
Não devo pensar nos EU-TE-AMOS que meus ouvidos receberam sem que meu coração percebesse. Sem que ele os entendesse.
Devo ouvir e pensar nos CORAÇÕES de onde eles partiram. 
De quatro amores, quatro homens... Quatro situações, quatro meios.
Quem disse, falou-me com AMOR, sincero e verdadeiro. Bem o sei!
Preciso inundar-me com isso, e encher-me a ponto de juntar TODOS em UM só.
Para que o FOGO me brote nas veias e acenda-me como CHAMA, como AMOR, como ALEGRIA, como ENERGIA e VIDA de que sei que sou feita.


Bia Crsipim

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