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sábado, 20 de abril de 2013

PERMITIR

Em teus olhos cor de água
Naufraguei
Senti a paz emanada
E o fogo que ardia
Nas profundezas

Desejo-pavor-loucura
Corpo e razão
Um duelo 
E lágrimas

Da tua boca
Da tua pele
Um vulcão
E a chuva da lógica
Freava as lavas

Permitir-se
Deixar agir
Sem cérebro, impulsivo
E esperar que amanhã
Não haja culpa

Amar sem medo
Uma única vez
A libido pensa
E no pensamento
Plenitude e êxtase

Juntos, mar em fúria
E erupção
Forças da natureza
Incontáveis hormônios
Feromônios
A nos (a)trair

Tesão, medo, perigo
Vontade, desejo, volúpia
Profusão, confusão
E uma certeza:
Queremo-nos

Evitar? Adiar?
Frear? Impedir?
Será possível?
Se ainda somos
Animais?

Perto de ti 
Irracional e louca
Fazer do meu corpo
Seu ninho e aconchego
Necessitas de mim?
Eu preciso

A inquietude
O sono perturbador
Eu, Tu
Uma ideia fixa
Enlouquecedora

Deixar rolar
Acontecer
Fazer brotar
Dar-nos a chance
E permitir que
Sejemos felizes.



Bia Crispim

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