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domingo, 14 de julho de 2013

GARGANTA ROUCA


Rugi,
rasguei tuas roupas,
ruminei cada palavra dita:
rompida da garganta rouca.

Rastejei rasteira,
ralando-me nos restos  do que ficou
de mim, de ti,
do que era raro e se quebrou.

Risquei teu nome
do que restou dentro.
Ri a risada mais canina,
rara rompendo

os riscos e rabiscos,
os discos mais ricos,
os livros compartidos,
os sonhos não vividos.


Bia Crispim

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