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domingo, 17 de novembro de 2013

QUEM É ELA?

Quem é essa mulher?
Que povoa meus recônditos segredos?
Que, no íntimo, no sonho delirante
É a mais fêmea entre todas?
Quem é ela que me faz querê-la
Mesmo que distante,
Mesmo perto e temeroso?
Mulher que me mete medo e fascina.
Incógnita, grande Esfinge que me devora,
Pois não sei decifrá-la.
Quem é essa mulher?
Que me faz homem com sua gula, voracidade?
Que me faz criança protegida com seus cuidados?
Mulher que me mima;
Mulher que me esgota;
Visão sedutora de deusa;
Mosaico de muitas;
Multi;
Aquarela pintada pelos meus dedos
Sensíveis à pele suave,
Suada, macia e suculenta.
Quem é essa mulher?
De lábios grossos, grandes
Em que cabe um mundo:
Mundo perturbador;
Mundo avassalador.
Experientes e curiosos lábios
Que tateiam meu corpo
Como um prato  a se degustar.
E devorado, torno-me indefeso.
Mulher, quem és?
És mulher ou ser mítico?
Vens de onde?
E para onde queres me levar?
Guiar...
Materna e faceira,
Irmã e amante,
Vulcão e calmaria.
Quem é essa mulher?
Quem é ela?
Que meus olhos veem e sonham;
Que minha boca beija e treme;
Que meu corpo anseia e repudia;
Que seu toque me torna puro e pecador;
Que seu cheiro me alucina,
Me invade, me entorpece.
Cheiro doce, frutal, floral...
Absinto e embriaguez.
Quem é essa mulher?
Quem é ela?
Quem és tu, enigma?
Mulher?
 

Bia Crispim

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