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domingo, 9 de março de 2014

AMEI-TE NUM TEMPO PRETERITAMENTE PERFEITO

"Amei-te e por te amar
Só a ti eu não via...
Eras o céu e o mar,
Eras a noite e o dia...
Só quando te perdi
É que eu te conheci..."
Fernando Pessoa

Amei-te!
Como amei-te!
Silenciosamente, como uma brisa
ou um sussurro tênue.
Inaudível.

Amei-te carinhosamente
como um arrepio de pele
em noite de frio.
Uma leve intenção de toque...
Inatingível.

Amei-te docemente

como algodão-rosa-doce,
em fim-de-tarde, sobre a roda-gigante do parque,
derretendo suavemente na língua.
Indescritível.

Amei-te no torpor de um sonho;

num ímpeto de um desejo;
num impulso de uma vontade.

Amei-te imensamente.

Eloquentemente.
A ponto de sentir o amor crescer
como ânsia de explosões catastróficas.

Amei-te feito vulcão:

queimando por dentro.
Amei-te feito tufão:
desordenando tudo ao meu redor.
Amei-te como um grande terremoto:
tremor no corpo e medo e susto...
Amei-te tsunamicamente...

Devastei-me!


Amei-te num tempo pretérito,

preteritamente perfeito.
Para hoje tudo ser lembrança.
Para hoje, nada... Amara!
Passado, pretérito mais-que perfeito.


Bia Crispim


2 comentários:

  1. E nas progressões desse amar que vamos encontrando as verdades e certezas de que quanto mais doamos, mais nos devastamos por dentro. Adorei o ritmo, o encaixe perfeito das metáforas, tudo.. Lindissimo! beijos, Beatriz Marques.

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    1. Legal que vc gostou. Aprecio a opinião daqueles que entendem do assunto. Rsrsrsrsrsrsrsrs...

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