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segunda-feira, 5 de maio de 2014

HÁ VAGAS

Ao poeta que disse que não as havia.

No meu coração
Há vagas
Vagas de mar
Abertas à espera de rastros
De pés descalços
De noites e luar

Na memória
Há vagas
Dos episódios esquecidos
Dos amigos que se foram
Dos que seguiram seus rumos
Dos bons tempos idos

Há vagas
Verbo empregado correto
Porque sempre há de haver
O coração há de pedir
A memória há de querer
Há vagas sob meu teto

Há vagas
A serem preenchidas
Como um quebra-cabeças
Há vagas
De peças perdidas
Num baú esquecidas

Bia Crispim

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