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domingo, 21 de setembro de 2014

AMANTES

Julgo-me tão corajosa
Impetuosa
Atrevida

Mas diante de ti
Temerosa e cativa
Enclausuro-me
Calo-me
Frustro-me

Tu és tão meu
Certos momentos
Temo querer-te mais
E perder-te

Ponho-me num labirinto
De desespero
Diante de uma esfinge
Pronta a devorar-me

Eu! sem respostas
Sem estratégias
Sem a sagacidade
Da qual tanto me bajulo

Onde está minha coragem
Que mina diante de teus olhos?
Onde está meu impulso
Que se acua em tua presença?

Afugentados
Reprimidos
Uma outra vez liberados e contidos
Temem mostrar as garras

Garras assustam-te
E põem-te  longe (Aprendi!)
Garras não te prendem
Amedrontam-te (Fugi!)

Então paro
Banho-me de frescor
Perfumo-me
Faço-me mulher
Eclipso meus olhos
Esfumaçados de negro
E tento seduzi-lo com um olhar
E um sorriso

Acho que nos queremos
Sem arroubos ou fúria(?!)
Mas certos que nossas almas
Encaradas
Amam-se, desejam-se

E esperam a hora
De perdermos o juízo e o pudor
As regras e os medos
As culpas e os questionamentos
Para assim
Sermos simples amantes.



Bia Crispim

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