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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

REDOMA

Como Rosa do Príncipe
Tentei pequeno proteger-te
Uma fábula de amor único
Em que numa redoma
Nada te atingiria.

Desejo de pertença
De posse: és meu, és meu, és meu...
E vendo-te arrancado
Subtraído de mim
Repentinamente, choro.

Queria que nenhuma dor
O afingisse
Nenhum mal o alcançasse 
Que nem a experiência
Dos ventos gelos noturnos
Nem do sol calor, pétala rasgasse.

Seria justo tirar a vida de ti?
E a sensação de sentires
O calor de outra mão?
E impedir que teus espinhos 
Machucassem tanto
Quanto a mim?

E teu perfume?
E tua beleza?
Por que deveras sempre
E unicamente
Tinham que a mim pertencer?

Queria-te dona e serva
Contato constante
Pseudo-domado
Airoso e deslumbrante
Enchendo meus olhos de luz.

Bia Crispim

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